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1 janeiro de 2023, marcou o arranque da carris metropolitana na margem norte, depois do arranque desastroso na margem sul do Tejo onde motoristas não sabiam os percursos, viaturas não estavam preparadas para a nova numeração de 4 números (anteriormente eram apenas 3 em toda a AML), números esses que vão de 1 ao 4 de acordo com a area de operação, porque quando a carris metropolitana foi criada foi uma agregação das empresas de transporte todas numa única marca, mesmo que sejam os operadores privados a gerir os autocarros (Margem Norte:Viação Alvorada,RL, Margem Sul: Alsa Todi e TST) e não as camaras como acontece com a Carris em Lisboa ou seja apenas foi criada uma marca única e a gestão corresponde ás empresas privadas em coordenação com a TML(transportes metropolitanos de Lisboa).
Prometida como a verdadeira revolução nos transportes de Lisboa, foram investidos milhares de euros em novos autocarros porque quase toda a frota é nova, a idade media dos autocarros é de 1 ano e pouco ao contrario do passado onde a media de idades dos autocarros eram já largos anos, só alguns autocarros da Vimeca (atual Viação Alvorada) deviam rondar mais de 15 anos de idade, uma marca nova (carris Metropolitana), fardas novas, paragens com sinalização nova, tarifário mais simples de entender, poderia ter tudo corrido bem, até porque o arranque foi adiado 6 meses (estava previsto para junho 2022) e com o arranque desastroso na margem sul, esperava-se que se tivesse tirado as devidas lições do que aconteceu na margem sul, mas não foi infelizmente o que aconteceu.
Aconteceu o mesmo que já tinha acontecido na margem sul em que os condutores não sabem as carreiras, os percursos, autocarros sem a devida numeração, falta de formação de motoristas, falta de motoristas para fazer todas as carreiras,horários irrealistas, falta de informação aos passageiros , autocarros que não aparecem levando pessoas horas a espera de transporte, o web site da empresa foi abaixo no primeiro dia útil de circulação dos autocarros pois não estava preparado para tantos acessos.
Claro que toda uma operação desta magnitude não seria fácil de montar, pois toda a logística é muito grande pois muito mudou, mas com 6 meses de preparação certas coisas poderiam e deveriam ter corrido muito melhor, comunicação e coordenação são muito importantes e quando falham tudo o resto falha, o problema é que os utentes e motoristas é que sofrem com isso, o serviço ainda tem muito para melhorar e nos próximos tempos espera-se que as empresas de transporte e a TML resolvam muitas das falhas de serviço que ainda existem e que corrijam o que não está bem, sei que o período de adaptação são 15 dias os primeiros 7 já passaram e não correram da melhor maneira, que os próximos 7 corram melhor e que sejam feitos os ajustes que tem de ser feitos e que o serviço melhore porque os utentes também merecem ter um bom serviço de transporte e para muitas pessoas é o único meio de transporte e por isso mesmo é que existe ainda muito trabalho a ser feito para melhorar a mobilidade.
A comunicação pode e deve ser mais simples, e próxima das pessoas num tempo de digitalização de tantas coisas, online ou offline é possível ter informações de mudança de horários,cancelamento de carreiras, acompanhar os autocarros e percursos em tempo real, com painéis ou outros suportes, principalmente nas paragens mais movimentadas ou com interfaces ferroviária/fluvial ou outra e nos restantes casos ter essa informação no site da carris Metropolitana e no Twitter como acontece com o metro de Lisboa e assim a informação pode estar do lado de quem mais dela precisa que são os passageiros, por isso o web site pode e deve melhorar muito ainda
Até a próxima :)
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje